quarta-feira, 9 de agosto de 2017

AMOR DESABITADO


Preciso dissipar tantas lembranças
de castelos de amor não habitados
e povoar de nascentes esperanças
meu coração de sonhos saturados.

Urge que meus amores inventados
pareçam-me fugazes semelhanças
com estátuas de seres encantados
pela crença inocente das crianças.

Exumem de minh’alma a sensação
dos vendavais de amor no coração
desde quando viver não tinha estio.

É preciso que eu finde do meu jeito
sem flores de pesar dentro do peito
que Deus não deixa perecer vazio!

Afonso Estebanez
(09.08.2017 – 1º da convalescença)

Um comentário:

Regina Carvalho disse...

A beleza triste dos versos fez a minha alma chorar. Amado Amigo, olha para o céu, vê as estrelas e numa imagina tua alma habitar e alma gêmea amar