segunda-feira, 3 de abril de 2017

MEU CAMINHEIRO


Meu caminheiro é como um andarilho
que para mas prossegue caminhando
e se eu morrer não sou um empecilho
o santo é fraco e eu continuo orando.


A noite é escura mas no céu há brilho
suave é o vento mas persiste uivando
meu caminheiro, um mero maltrapilho
aos olhos dos que choram festejando.


Meu caminheiro existe além do tempo
e se transporta ao sol no pensamento
aonde se chega como estar andando.


A qualquer hora o simples caminheiro
num campo santo hospedará primeiro
os revoltados que estarão chegando.


Afonso Estebanez

Um comentário:

Regina Carvalho disse...

Ler tua poesia sempre enche a minha alma de alegria! Lindo soneto, Amigo! Caminhando vamos até onde e até quando quisera saber...