domingo, 22 de março de 2009
TARDE DE DOMINGO
TARDE DE DOMINGO
Essa tarde de domingo
e essa chuvinha caindo
e esse triste bem-te-vi...
Essa memória de rosas
nas goteiras lacrimosas
das ho ras que já perdi...
Essa tristeza insistente
gotejando para sempre
minhas saudades de ti...
Afonso Estebanez
(Dedicado com carinho à fiel amiga
Kátia Luzia de Figueiredo Fernandes
“Doce Romântica”)
Essa tarde de domingo
e essa chuvinha caindo
e esse triste bem-te-vi...
Essa memória de rosas
nas goteiras lacrimosas
das ho ras que já perdi...
Essa tristeza insistente
gotejando para sempre
minhas saudades de ti...
Afonso Estebanez
(Dedicado com carinho à fiel amiga
Kátia Luzia de Figueiredo Fernandes
“Doce Romântica”)
quinta-feira, 19 de março de 2009
O AMOR DA INSÔNIA
O AMOR DA INSÔNIA
Mais uma noite vou dormir com minha insônia
que este é o meu modo de viver num paraíso,
pois que sonhar dormindo é a inútil cerimônia
que me priva de amanhecer com teu sorriso...
Sonhar com pesadelos é perder-te o instante
de andar pelo jardim que no teu corpo existe,
mais doce quando sonhas é o teu semblante
de quem jamais desperta com o sorriso triste.
Então vou acordar como quem nunca dorme,
aguardar que teu beijo então me faça a hora
esperando que o encanto de te amar retorne
e cante como pássaro que acorda a aurora...
Afonso Estebanez
(Poema dedicado à doce
amiga Ana Maria Wagner)
Mais uma noite vou dormir com minha insônia
que este é o meu modo de viver num paraíso,
pois que sonhar dormindo é a inútil cerimônia
que me priva de amanhecer com teu sorriso...
Sonhar com pesadelos é perder-te o instante
de andar pelo jardim que no teu corpo existe,
mais doce quando sonhas é o teu semblante
de quem jamais desperta com o sorriso triste.
Então vou acordar como quem nunca dorme,
aguardar que teu beijo então me faça a hora
esperando que o encanto de te amar retorne
e cante como pássaro que acorda a aurora...
Afonso Estebanez
(Poema dedicado à doce
amiga Ana Maria Wagner)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Δάφνη
Δάφνη
Ah, se tu não podes ser amante
e de mim não podes ser mulher
nem o eterno cântico da amada,
sejas tu ao menos meu instante
de viver do encanto se eu puder
não viver sem precisar de nada.
Ai de mim, essa árvore sagrada
carregada de meus desenganos
sonhos falsos que eu até desejo
com a alma tão só desobrigada:
viver só o amor de muitos anos
vividos do veneno de teu beijo!
Ah, do amor ferido com doçura
feliz sensação é um não ter fim
a demência em fase de ternura
que dói e me cura e fica assim.
Ai de mim!...
Afonso Estebanez
(Dafne – poema de inspiração grega
dedicado à doce amiga Cida Barrêto)
Ah, se tu não podes ser amante
e de mim não podes ser mulher
nem o eterno cântico da amada,
sejas tu ao menos meu instante
de viver do encanto se eu puder
não viver sem precisar de nada.
Ai de mim, essa árvore sagrada
carregada de meus desenganos
sonhos falsos que eu até desejo
com a alma tão só desobrigada:
viver só o amor de muitos anos
vividos do veneno de teu beijo!
Ah, do amor ferido com doçura
feliz sensação é um não ter fim
a demência em fase de ternura
que dói e me cura e fica assim.
Ai de mim!...
Afonso Estebanez
(Dafne – poema de inspiração grega
dedicado à doce amiga Cida Barrêto)
segunda-feira, 16 de março de 2009
O QUE FICA PARA SEMPRE
O QUE FICA PARA SEMPRE
O verso tem que ser um sofrimento
pela dor que se dói dentro do peito.
Ou não é verso... é só divertimento
de quem goza de causa sem efeito.
O sentido da flor é o encantamento
que doído de espinho sem despeito
é um doer sem sofrer padecimento
como os versos doídos num soneto.
Todo intento de amor morre cativo
de algum sonho vivido sem motivo
num futuro algemado no presente.
E amor é como pássaro na aurora:
canta e chora e dói e vai embora...
Mas o seu canto fica para sempre!
Afonso Estebanez
(Dedicado com todo o carinho
à poetisa brasileira Anna Orsi)
O verso tem que ser um sofrimento
pela dor que se dói dentro do peito.
Ou não é verso... é só divertimento
de quem goza de causa sem efeito.
O sentido da flor é o encantamento
que doído de espinho sem despeito
é um doer sem sofrer padecimento
como os versos doídos num soneto.
Todo intento de amor morre cativo
de algum sonho vivido sem motivo
num futuro algemado no presente.
E amor é como pássaro na aurora:
canta e chora e dói e vai embora...
Mas o seu canto fica para sempre!
Afonso Estebanez
(Dedicado com todo o carinho
à poetisa brasileira Anna Orsi)
domingo, 15 de março de 2009
AMOR SEM CULPAS
AMOR SEM CULPAS
Pensei já haver esquecido
ter sido eterno o momento
meu tempo de amor vivido
com o teu no pensamento.
Restou comigo um sentido
de ouvir a canção do vento
dizendo-me haver perdido
o amor na curva do tempo.
Mas tu fostes-me uma flor
e mesmo sem te dar nada
eu ganhei tuas desculpas.
Assim eu te amo sem dor:
de alma só, porém lavada
de todas aquelas culpas...
Afonso Estebanez
(Dedicado carinhosamente à amiga
Maria Augusta Maurício Cesar
– a nossa “Fada do Amor”)
Pensei já haver esquecido
ter sido eterno o momento
meu tempo de amor vivido
com o teu no pensamento.
Restou comigo um sentido
de ouvir a canção do vento
dizendo-me haver perdido
o amor na curva do tempo.
Mas tu fostes-me uma flor
e mesmo sem te dar nada
eu ganhei tuas desculpas.
Assim eu te amo sem dor:
de alma só, porém lavada
de todas aquelas culpas...
Afonso Estebanez
(Dedicado carinhosamente à amiga
Maria Augusta Maurício Cesar
– a nossa “Fada do Amor”)
sábado, 14 de março de 2009
POEMÍNIMIS
POEMÍNIMIS
espinhos
de flores
carinhos
de dores
espinhos
de dores
carinhos
de flores
malditos
benditos
carinhos
benditos
malditos
espinhos
A. Estebanez
espinhos
de flores
carinhos
de dores
espinhos
de dores
carinhos
de flores
malditos
benditos
carinhos
benditos
malditos
espinhos
A. Estebanez
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