segunda-feira, 27 de abril de 2009

O VERDE VALE DA MINHA CIDADE

O VERDE VALE DA MINHA CIDADE

O VERDE VALE DA MINHA CIDADE

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É o ribeirão exausto procurando
no remansoso coração da tarde
silenciar-se de chegar cantando
ao verde vale da minha cidade...

Pernoita a lua atenta no telhado
das casas onde tênue claridade
revela o amor em pelo revelado
no verde vale da minha cidade...

A saudade se dói de andar à toa
no lado vago de minha saudade
de ver o trem sumindo na garoa
do verde vale da minha cidade...

Ha canteiros de rosas e jacintos
no caminho da vaga eternidade
da orla dos ribeiros não extintos
no verde vale da minha cidade...

A paz daqui é como eterno bem
para quem vive com a liberdade
de já não precisar de nada além
do verde vale da minha cidade...

Afonso Estebanez
(Dedicado à eminente professora cantagalense
Anabelle Loivos Considera C. Sangenis/UFRJ)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ASTRONÁUTICA

ASTRONÁUTICA

ASTRONÁUTICA

No leito de lançamento
do teu corpo ao universo
ponho todo o sentimento
do meu amor inconfesso,
e não me tragas respostas
para as falsas impressões
de tantas culpas impostas
por minhas contradições.
Por amor poetas mentem
quando falam de sua dor
e falando que não sentem
do que sentem por amor.
Peço só que tu me tragas
da alma cósmica de ti
uma das estrelas vagas
onde sempre me perdi.

Afonso Estebanez
(Poema dedicado à solidária amiga
Márcia Silva Marcelino Ramos)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

NA BEIRADA DO CAIS

‘DOCEPOEMA’: UM TRIBUTO A CORA CORALINA

‘DOCEPOEMA’: UM TRIBUTO A CORA CORALINA

‘DOCEPOEMA’:
UM TRIBUTO A CORA CORALINA

Eu sou o amor fiel das coisas simples
das conversas da brisa com a aurora.
Os realces dos brilhos sem requintes
que há nos rubis dos brincos
das amoras...
E eu sou a flor servil daqueles pomos
que saciam os sonhos das quimeras,
os frutos de verão dos meus outonos
entre o último estio
e as primaveras...
Guardo no corpo de jardins agrestes
as linhas de um poema à flor da pele
escrito pelas mãos do amor silvestre
para que em mim o amor
mais se revele...
Fiz com saudade a ponte da subida
deixei rosas na encosta das colinas.
Com coisas simples confeitei a vida
na doce lida de ser
Cora Coralina...

Afonso Estebanez
(Dedicado à comunidade *Poemas à Flor
da Pele* - Ger. Poetisa Soninha Porto/BR)

terça-feira, 21 de abril de 2009

AMOR DE CORPO INTEIRO

NA BEIRADA DO CAIS

NA BEIRADA DO CAIS

Embarcado o poema,
o mar diz ‘nunca mais’...
Solto ou não as amarras
toco ou não meus navios
para longe do cais...

Desembarco o poema,
o mar cala os meus ais...
Assim deixo a saudade
rebocar meus navios
para perto do cais...

Feliz é a hora desmarcada
de pena da dor embarcada
no adeus da beira do cais!

Afonso Estebanez
(Dedicado ao notável poeta fluminense
Rodrigo Octávio Pereira de Andrade –
Cônsul de Poetas del Mundo para Cabo Frio/RJ
e Membro da Academia Cabista de Letras,
Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AMOR DE PRIMAVERA

AMOR DE PRIMAVERA

AMOR DE PRIMAVERA

O amor como a primavera
é um estado de vida urgente
que não deve ser esperado
como chuva de verão...
Não, amor, não deve não!

É necessário levantar bem cedo
(enquanto a aurora dorme ainda)
e partir à procura do amor
nas lonjuras do coração...
Antes que chegue o verão!

Bom levar a vida bêbada
num traçado de brisa ao ponto
que ao sonho a alma se junta...
Antes que seja tão tarde
e ao amor pareça nunca!

Afonso Estebanez
(Dedicado à poetisa Sônia Medeiros Imamura
*Cônsul de Poetas del Mundo em Búzios/RJ)

NONA ROSA DE SAROM