sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
PERDÃO DE AMOR
PERDÃO DE AMOR
Passo noites bordando com retalhos
pedaços dos momentos de ternuras
com que fiz das estradas os atalhos
perdidos entre estrelas de venturas.
Não sei o que falar dos espantalhos
que falaram de mim essas loucuras
de caminhar no céu entre cascalhos
por amor e prazeres de aventuras...
Jamais pensei que dor doesse tanto
de amor e que de mero desencanto
padecesse de espinhos minha flor...
Levo culpas, mas não resta culpada
minh’alma por princípio inocentada
perante um justo tribunal de amor!
A. Estebanez
Passo noites bordando com retalhos
pedaços dos momentos de ternuras
com que fiz das estradas os atalhos
perdidos entre estrelas de venturas.
Não sei o que falar dos espantalhos
que falaram de mim essas loucuras
de caminhar no céu entre cascalhos
por amor e prazeres de aventuras...
Jamais pensei que dor doesse tanto
de amor e que de mero desencanto
padecesse de espinhos minha flor...
Levo culpas, mas não resta culpada
minh’alma por princípio inocentada
perante um justo tribunal de amor!
A. Estebanez
MOTIVO
MOTIVO
Preciso morrer hoje
como o perfume extinto
na tragédia da flor.
Morrer profundamente
como o sol que agoniza
no leito do crepúsculo.
Quero apenas o tempo
de rever a saudade
na lágrima do orvalho.
Depois voar na brisa
gangorrear no vento
entre sons de clarins...
A. Estebanez
Preciso morrer hoje
como o perfume extinto
na tragédia da flor.
Morrer profundamente
como o sol que agoniza
no leito do crepúsculo.
Quero apenas o tempo
de rever a saudade
na lágrima do orvalho.
Depois voar na brisa
gangorrear no vento
entre sons de clarins...
A. Estebanez
MYSTERY
MYSTERY
Como a noite no encontro vagaroso
com o dia nas fímbrias do horizonte
vem teu sentido ao ímpeto amoroso
de me tomar a mim por teu amante.
Porém não sei haver tão venturoso
destino que me mate e desencante
desse amor feiticeiro e olhar ditoso
de um gozo que me faz agonizante...
Amar é abismo oculto numa estrada
pois que mistérios de princípio e fim
o que nem mesmo Deus deve saber...
Da alcova de minh’alma apaixonada
meus olhos dizem coisas sobre mim
que meus lábios jamais podem dizer...
A. Estebanez
(Homenagem Especial a Raul de Leoni
– Academia Brasileira de Poesia)
Como a noite no encontro vagaroso
com o dia nas fímbrias do horizonte
vem teu sentido ao ímpeto amoroso
de me tomar a mim por teu amante.
Porém não sei haver tão venturoso
destino que me mate e desencante
desse amor feiticeiro e olhar ditoso
de um gozo que me faz agonizante...
Amar é abismo oculto numa estrada
pois que mistérios de princípio e fim
o que nem mesmo Deus deve saber...
Da alcova de minh’alma apaixonada
meus olhos dizem coisas sobre mim
que meus lábios jamais podem dizer...
A. Estebanez
(Homenagem Especial a Raul de Leoni
– Academia Brasileira de Poesia)
NAMORADA
NAMORADA
A minha namorada
é como a luz da aurora.
Quase nunca retarda
quando o dia precisa
e a noite é indecisa
e a alvorada tem hora...
Quase sempre ela dia
quase nunca ela é noite
quase nunca ela é tarde...
O amor dela é remido
sem a dor dos sentidos
é um amor sem alarde...
A. Estebanez
A minha namorada
é como a luz da aurora.
Quase nunca retarda
quando o dia precisa
e a noite é indecisa
e a alvorada tem hora...
Quase sempre ela dia
quase nunca ela é noite
quase nunca ela é tarde...
O amor dela é remido
sem a dor dos sentidos
é um amor sem alarde...
A. Estebanez
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
SEGUNDA ROSA DE SAROM
SEGUNDA ROSA DE SAROM
Já contei muitas vidas de braços abertos
inaugurando na alma as tuas primaveras
revividas nas flores dos jardins desertos
onde te resto como lírios entre as heras.
Aqui estou apascentando os teus afetos
como pastor do sol no vale das esperas
onde conduzo rosas em jardins abertos
a claros vales verdejantes de quimeras.
Rosas são páginas escritas de carinhos
registradas nas pétalas pelos espinhos
do meu secreto descaminho da paixão.
E rosas vivem pelo dom da eternidade
das minhas rosas no finito da saudade
onde repousa a rosa do meu coração.
Afonso Estebanez
Já contei muitas vidas de braços abertos
inaugurando na alma as tuas primaveras
revividas nas flores dos jardins desertos
onde te resto como lírios entre as heras.
Aqui estou apascentando os teus afetos
como pastor do sol no vale das esperas
onde conduzo rosas em jardins abertos
a claros vales verdejantes de quimeras.
Rosas são páginas escritas de carinhos
registradas nas pétalas pelos espinhos
do meu secreto descaminho da paixão.
E rosas vivem pelo dom da eternidade
das minhas rosas no finito da saudade
onde repousa a rosa do meu coração.
Afonso Estebanez
PRIMEIRA ROSA DE SAROM
PRIMEIRA ROSA DE SAROM
Tão triste é tu encontrares um amor
tão triste que não pode te encontrar
tão vasto como o aroma de uma flor
dispersa na lembrança sem lembrar.
Oh, fonte de água viva! banha a dor
do tédio do deserto e a joga ao mar
onde o pranto supõe ser um louvor
ou o meu canto ao direito de chorar.
Chorar por toda rosa é uma canção
que dói, mas não magoa o coração,
se meu amar é vida e amor é dom.
Eu quero apenas encontrar a rosa:
entre muitas aquela mais formosa
reflorida entre as rosas de Sarom!
Afonso Estebanez
Tão triste é tu encontrares um amor
tão triste que não pode te encontrar
tão vasto como o aroma de uma flor
dispersa na lembrança sem lembrar.
Oh, fonte de água viva! banha a dor
do tédio do deserto e a joga ao mar
onde o pranto supõe ser um louvor
ou o meu canto ao direito de chorar.
Chorar por toda rosa é uma canção
que dói, mas não magoa o coração,
se meu amar é vida e amor é dom.
Eu quero apenas encontrar a rosa:
entre muitas aquela mais formosa
reflorida entre as rosas de Sarom!
Afonso Estebanez
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