segunda-feira, 11 de maio de 2009
ÚLTIMA ROSA DE SAROM
ÚLTIMA ROSA DE SAROM
Além dos muros do meu coração aberto
os cantares das rosas que plantei no pó
são sensações da primavera no deserto
aquém dos muros dos jardins de Jericó.
E sou a Rosa de Sarom em teu desperto
coração tão infenso ao estar morto e só
em que se cumprirá o antigo manifesto
das rosas castas dos jardins de Jericó...
Bendito quem deixou as trevas pela luz
por ter plantado rosas no lugar da cruz
entre os canteiros dos jardins de Jericó
de onde a última Rosa de Sarom voltou
para ascender ao Pai a rosa que restou
além dos muros dos jardins de Jericó...
Afonso Estebanez
Além dos muros do meu coração aberto
os cantares das rosas que plantei no pó
são sensações da primavera no deserto
aquém dos muros dos jardins de Jericó.
E sou a Rosa de Sarom em teu desperto
coração tão infenso ao estar morto e só
em que se cumprirá o antigo manifesto
das rosas castas dos jardins de Jericó...
Bendito quem deixou as trevas pela luz
por ter plantado rosas no lugar da cruz
entre os canteiros dos jardins de Jericó
de onde a última Rosa de Sarom voltou
para ascender ao Pai a rosa que restou
além dos muros dos jardins de Jericó...
Afonso Estebanez
domingo, 10 de maio de 2009
MÃE É GRAÇA ETERNA...
MÃE É GRAÇA ETERNA...
Nasci de parto sem trauma:
minha mãe fechou os olhos
para que eu pudesse ver a luz
do mundo com a luz da alma
que brilhava dentro dela...
Sei que mamãe só foi embora
porque aprendi a enxergar por ela
a luz dos anjos que me assistem
com a abundância da primavera...
Ela deixou-me a ternura das rosas
e a brandura delas como herança
que só as mães podem deixar
como legado de esperança...
Então eu não vou desistir do amor
nem das rosas nem de mim
nem dos sonhos nem da paz
do meu jardim...
(Afonso Estebanez)
Nasci de parto sem trauma:
minha mãe fechou os olhos
para que eu pudesse ver a luz
do mundo com a luz da alma
que brilhava dentro dela...
Sei que mamãe só foi embora
porque aprendi a enxergar por ela
a luz dos anjos que me assistem
com a abundância da primavera...
Ela deixou-me a ternura das rosas
e a brandura delas como herança
que só as mães podem deixar
como legado de esperança...
Então eu não vou desistir do amor
nem das rosas nem de mim
nem dos sonhos nem da paz
do meu jardim...
(Afonso Estebanez)
sábado, 9 de maio de 2009
NOSTALGIA
NOSTALGIA
Jamais alimentei ressentimentos
porque tu me privaste da metade
do favo da felicidade que eu teria
se tu vivesses só de sentimentos
dos mesmos que maior felicidade
vieram-te dos tempos de alegria.
A parte que ficou é de momentos
de amor então cativo da saudade
do que se foi na dor da nostalgia.
A vida indaga, a vida te responde
que até existo só não sabes onde
como a noite que nunca vê o dia.
Afonso Estebanez
Jamais alimentei ressentimentos
porque tu me privaste da metade
do favo da felicidade que eu teria
se tu vivesses só de sentimentos
dos mesmos que maior felicidade
vieram-te dos tempos de alegria.
A parte que ficou é de momentos
de amor então cativo da saudade
do que se foi na dor da nostalgia.
A vida indaga, a vida te responde
que até existo só não sabes onde
como a noite que nunca vê o dia.
Afonso Estebanez
LÁGRIMAS DE MÃE...
LÁGRIMAS DE MÃE...
nem tudo o que é doce
é mel
nem tudo o que amarga
é fel
seca o leite materno
e as crianças se alimentam
das lágrimas que escorrem
em abundância
dos olhos da mãe
Afonso Estebanez
nem tudo o que é doce
é mel
nem tudo o que amarga
é fel
seca o leite materno
e as crianças se alimentam
das lágrimas que escorrem
em abundância
dos olhos da mãe
Afonso Estebanez
MÃE... MÃE... MÃE...MÃE... MÃE... MÃE... MÃE...
MÃE... MÃE... MÃE...MÃE... MÃE... MÃE... MÃE...
MÃE – quintessência indecifrável para o enigma
MÃE – luz que nem a treva em transe obscurece
MÃE – quântico perfume íntimo sem paradigma
MÃE – istmo de amor que à noite me amanhece
MÃE – espelho sem face e quebrantado estigma
MÃE – sem medo do frio que o amor me aquece
MÃE – carta náutica da minha história fidedigna
MÃE – onde o desamor em lágrima desacontece
MÃE – esse doce ouvir quando o silêncio o fala
MÃE – esse doce me dizer quando falar me cala
MÃE – esse alfa et’ômega legado à humanidade
MÃE – ô, repórter de evangelhos não prescritos
MÃE – esse amor do exílio breve dos proscritos
MÃE – o amor breve o quanto dura a eternidade...
Afonso Estebanez
MÃE – quintessência indecifrável para o enigma
MÃE – luz que nem a treva em transe obscurece
MÃE – quântico perfume íntimo sem paradigma
MÃE – istmo de amor que à noite me amanhece
MÃE – espelho sem face e quebrantado estigma
MÃE – sem medo do frio que o amor me aquece
MÃE – carta náutica da minha história fidedigna
MÃE – onde o desamor em lágrima desacontece
MÃE – esse doce ouvir quando o silêncio o fala
MÃE – esse doce me dizer quando falar me cala
MÃE – esse alfa et’ômega legado à humanidade
MÃE – ô, repórter de evangelhos não prescritos
MÃE – esse amor do exílio breve dos proscritos
MÃE – o amor breve o quanto dura a eternidade...
Afonso Estebanez
terça-feira, 5 de maio de 2009
DÉCIMA ROSA DE SAROM
DÉCIMA ROSA DE SAROM
No princípio era a Rosa concebida
pelo Verbo da luz que está na flor
e era a rosa uma luz além da vida
no princípio da luz além do amor.
Toda Rosa é de origem conhecida
da vida onde não mais o desamor
e onde jamais a flor incandescida
dos roseirais onde floresce a dor.
Como sinto a saudade antecipada
do perfume das rosas em jornada
para a futura esfera de meu ser...
Eu tenho da verdade esta certeza
como tenho da rosa sobre a mesa
o encanto do condão de renascer.
Afonso Estebanez
No princípio era a Rosa concebida
pelo Verbo da luz que está na flor
e era a rosa uma luz além da vida
no princípio da luz além do amor.
Toda Rosa é de origem conhecida
da vida onde não mais o desamor
e onde jamais a flor incandescida
dos roseirais onde floresce a dor.
Como sinto a saudade antecipada
do perfume das rosas em jornada
para a futura esfera de meu ser...
Eu tenho da verdade esta certeza
como tenho da rosa sobre a mesa
o encanto do condão de renascer.
Afonso Estebanez
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